Nos dias que observamos uma sala de ensino fundamental, 7ª série, notamos que o profissional de ensino responsável pela turma não se apegou a nenhum tipo de metodologia padrão, porém foi feito o uso do modelo expositivo na aplicação de exercícios.
A aula foi apresentada de forma descontraída, concordamos, porém, a fuga de atenção dos alunos e até mesmo do professor, chegou a incomodar. Através de brincadeiras esdrúxulas, houve interferência no rendimento de aprendizagem dos alunos, assim como a confusão e inversão de papeis de autoridade dentro de tal ambiente, gerando insultos e até mesmo agressões físicas entre docente e discente (custa acreditar, não é?), como já foi exposto em outro relato.
Voltando à questão dos exercícios, constatamos que as questões não estimulavam os alunos a uma interpretação, buscando somente uma cópia de parágrafos contidos em textos do livro didático. Da mesma forma, assim era a correção dos mesmos, respostas utilizando citações do livro, fazendo assim que não existisse nenhum tipo de debate para o fixamento do conteúdo. Ora, como pode haver aprendizagem se não há interação? E ainda mais, os alunos que não corrigiram o exercício em sala de aula, não tiveram direito de realizar a avaliação, sendo penalizados com a anulação da nota e obrigados a se retirarem da sala. Vale ressaltar que tudo isso foi posto em prática sem aviso prévio, os alunos não tinham noção de que poderiam se prejudicar na avaliação, caso não fizessem a correção de um exercício que se referia a outro assunto.
Em se tratando de método avaliativo escrito, as provas eram realizadas de forma espantosa, o professor ditava as quatro questões (sem ceder direito de tempo para que os alunos as copiassem) que seriam respondidas de forma imediata (assim que a pergunta fosse lançada, os alunos teriam que respondê-la naquele minuto, pois poderiam perder a próxima questão a ser ditada) e objetiva (escolha entre a, b ou c) pelos alunos num pequeno pedaço de papel. Havia também uma série de regras para tais respostas, sendo uma das imposições, a punição com retirada de pontos caso o aluno deixasse uma linha em branco entre as respostas. Se referindo às questões, bom, essas eram, no mínimo, ridículas, pois apresentavam alternativas infundadas e até mesmo inexistentes, como por exemplo, numa questão de Brasil Império sobre núcleos de administração municipal, surge a absurda alternativa: Letra C – França Antártica (Oi? Heim? Como?). No termino da palhaçada, (ops!) digo, avaliação (tempo de duração: 10 minutos), o professor realiza a correção e a entrega no mesmo momento, sem direito à reivindicação dos alunos, gerando grande balburdia entre os mesmos que entram em clima de competição ao compararem as notas. Agora imagine, comparar notas? Como seria possível? É esperado que todos atinjam a nota máxima e sejam aprovados mediante as obviedades das tais questões, não é? Mas, acredite, existem alunos que ainda erram muito e tiram notas baixíssimas. (Parece piada, mas é sério, muito sério.)
Com isso acabamos esse relato, mas não achem que essa História tragicômica acaba por aqui...
Construção
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Quem te ensinou a ser quem és
Qual passante qualquer que mais te fez crescer
Por quais lugares passou
De quem absorveu tal dissabor
Qual traço da vida te f...
Há 8 anos



