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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Resumindo...

Bom, estive analisando as observações anotadas durante o estágio observatório e percebi que estavam muito repetitivos todos os dias era as mesmas coisas. Então decidi fazer um breve resumo dos acontecimentos ocorridos, os quais me chamaram a atenção. Pois as aulas se resumiam no seguinte esquema: Os alunos copiam o exercício escrito no cartaz, levam para casa para responder, traz respondidos na aula seguinte, o professor corrige dando explicações e em seguida aplica a avaliação relâmpago ou dá visto no caderno.

No dia 03/05/10 assim como os demais dias, a aula começou com um alvoroço e algazarra, até que o professor conseguiu dominar a turma, cobrando o exercício de casa e acrescentando um visto no caderno dos alunos que fizeram. Esse é um método que a maioria dos professores utiliza para fazer com que os alunos respondam o exercício em casa, pois ao passar uma atividade logo vem a clássica pergunta: É para nota professor?

Como por exemplo, na aula do dia 05/05/10 que enquanto o professor passava as notas para a caderneta os alunos permaneceram sentados e quietos, pois ainda faltava serem atribuídos dois pontos qualitativos. Quer dizer que se não fosse por esse detalhe os alunos permaneceriam bagunçando, mas como seus comportamentos estavam sendo avaliados eles se comportaram direitinho.

Outro detalhe que me chamou muito a atenção foi a postura do professor, que em muitas vezes se tornava bastante contraditório, como o fato ocorrido no dia 12/05/10, em que o professor aconselhava seus alunos, e falava das suas inexperiências de suas tenras idades, pedindo-lhes que fossem mais humildes, que parassem de brincadeiras nos momentos impróprios e passassem a prestarem mais atenção no momento da correção da atividade. O professor também adotou uma postura séria na aula ocorrida dia 24/05/10, onde repreendeu os alunos por estarem conversando no início da aula. Por conta disso o professor ao começar a corrigir a atividade pulou três primeiras questões e deu como corrigida, como os alunos se baseavam na resposta do professor, então eles ficaram atordoados. Talvez por conta disso os alunos se comportaram, ouvindo a explicação do professor atentamente e tirando dúvidas.

Acho que os alunos se sentem um tanto confuso em relação à postura do professor, pois em alguns momentos ele brinca, faz piadas dando liberdades aos alunos e em outros momentos adota uma postura séria não permitindo brincadeiras nem conversas paralelas.

Então caros colegas qual será a melhor forma de se lidar com os alunos? Que postura o professor deve adotar em sala de aula?



sexta-feira, 14 de maio de 2010

2º Dia de observação

Quarta-feira 28 de abril de 2010 segundo dia de observação cheguei à sala acompanhada com o professor, ocorreram as mesmas piadinhas antes da aula começar até que o professor conseguiu dominar a turma, não gritando mas falando baixinho para que assim os alunos se calassem para poder ouvi-lo. Esse método nem sempre funciona, pois dependerá muito da postura do professor e dos alunos, nesse caso funcionou porque o professo apesar ser extrovertido, mantém uma postura de seriedade enquanto aplica o conteúdo, separando momentos de brincar e momentos de falar sério.


Nesse dia houve a correção da atividade realizada na última aula e pude observar durante a correção que poucos alunos responderam o exercício em casa, passando a responder na sala de aula com base na resposta do professor, ao invés de desenvolverem suas próprias respostas, de forma que se fez uma leitura em coral, repetindo exatamente o que o professor ditou. Isso prova que não há uma preocupação em desenvolver o raciocínio do aluno, de debater o que foi estudado, de que forma, como, porque, quais os pressupostos daquele acontecimento, de interpretar o que está escrito. É devido a esse déficit que os estudantes ingressam na faculdade com sérios problemas de leitura, sem saber interpretar o que está escrito.

Após a correção da atividade, o professor organiza a sala para a realização da 3ª avaliação da primeira unidade. Confesso que nunca tinha visto esse modelo de avaliação, onde os alunos respondem quatro questões objetivas, em meia folha destacada de seu próprio caderno. O professor ditava a questão e os alunos apenas marcavam as alternativas A, B, ou C. Logo em seguida, a avaliação foi recolhida pelos alunos que estavam sentados na primeira cadeira de cada fileira, sendo entregue ao professor que posteriormente divulgou o resultado. Este foi o que posso chamar de “teste relâmpago”, aplicado em tempo recorde, pois assim facilita muito a vida do professor, que não necessitou levar as provas para serem corrigidas em casa. Após o alvorosso e comentários sobre a avaliação, o professor passou mais uma atividade para ser respondida em casa e corrigida na próxima aula, pois o professor utiliza-se do método de só explicar o conteúdo durante a correção do exercício.

sábado, 8 de maio de 2010

Educação do faz de contas

Segunda feira, 26 de abril de 2010, meu primeiro dia de estágio observatório em uma escola pública estadual. Cheguei à escola por volta das 07h30minhs da manhã e tive que aguardar o professor que chegou atrasado, então nos dirigimos para a sala, notei que enquanto caminhávamos o professor fazia algumas piadinhas com alguns alunos, que estavam no pátio mesmo em horário de aula, do tipo "nossa como você é feia" e "oi cara da fome", mas os alunos revidavam dizendo " professor seu viado". A princípio fiquei abismada com a forma com que o professor e os alunos se relacionavam, digo isto porque fui e sou aluna, e em toda minha vida nunca tive esse tipo de relação tão desrespeitosa com professor. Mas o espanto maior foi ao chegar á sala, os alunos estavam em plena algazarra e nem se intimidaram com a presença do professor, muito pelo contrário, o próprio professor entrou na brincadeira correndo atrás de uns e de outros, dando tapinha na cabeça de um, repetindo o seu bordão "o mulher feia" para outro. Com isso lá se foram pelo menos dez minutos de aula, detalhe, na segunda só haveria uma aula de história, então se formos parar para analisar, o professor chegou atrasado e ainda perdeu tempo com brincadeirinhas impróprias.


Após a algazarra o professor expôs uma atividade escrita em um cartaz, o qual é exibido em todas as turmas da sétima série da escola, evitando assim que o exercício seja copiado no quadro várias vezes. Pois o mesmo ainda afirmou que estava ficando velho e não burro, para ter quer copiar o exercício mais de uma vez.

As questões são formuladas pelo professor e corrigidas com base no livro didático, as perguntas são tão fáceis que os alunos encontram as respostas prontas no livro. É uma pena, porque analisei o livro didático e pude perceber que as questões são bastante interessantes, formuladas de forma com que os alunos debatam e discorram sobre o assunto.

E outro fator que me chamou muito a atenção foi a estrutura física da sala de aula, os alunos não possuem cadeiras e carteiras suficientes para a turma toda, alguns têm que escrever com o caderno em seu colo, por não possuir carteira. De dois ventiladores só funcionam um, que é motivo de disputa entre os alunos, pois a sala é abafada e provoca muito desconforto.

É um absurdo que a educação brasileira ainda esteja tão precária, questiona-se da falta de interesse dos alunos, da má qualificação dos professos, mas não há um espaço adequado para a realização de uma aula. Como o aluno pode desenvolver um maior interesse pela escola se ao chegar nela encontrará um lugar inóspito para assistir aula, como o professor pode se empenhar em buscar novas qualificações se ao chegar à sala ele encontrará o desinteresse e a desmotivação do aluno.

Tudo isso gera certo comodismo, o professor não se preocupa em fazer o aluno aprender e o aluno não se interessa em estudar, resultado é esse modelo educacional brasileiro do faz de contas.