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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Professores cansados de sofrer agressões


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O Conselho Executivo da Escola Básica 2,3 de Santa Maria, em Beja, manteve-se irredutível, esta segunda-feira, na decisão de se demitir em bloco, "saturado" com vários casos de agressões de alunos e pais a funcionários e professores.

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Em causa estão pelos menos três casos muito graves de agressões ocorridas desde Novembro de 2007, tendo o último episódio acontecido na passada quinta-feira.

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O problema, de acordo com fontes da escola, parece estar nos alunos e encarregados de educação provenientes de bairros degradados e de famílias nómadas.

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Face ao clima de insegurança que se vive no seio da comunidade escolar, os docentes e não docentes de sete escolas do agrupamento de Beja, tinham decidido, na sexta-feira, que encerrariam os estabelecimentos na manhã de ontem, acção de protesto que acabou por ser desconvocada numa reunião que se realizou ontem, cerca das 8 horas.

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Para esta "desconvocação", muito terá contribuído a presença, no final da tarde de sábado, de José Verdasca, director Regional de Educação do Alentejo (DREA), que, acompanhado de uma jurista, terá "aconselhado" os contestatários a recuar na decisão de fechar as escolas.

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"Era como se os capitães de Abril tivessem que pedir autorização ao Américo Tomáz para fazer a revolução", disse ao JN o docente Florival Baiôa, comentando as alegadas pressões de José Verdacas junto dos professores.

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Domingas Velez, presidente demissionária do CEA, considera que "as situações têm-se agravado de dia para dia. Estão insuportáveis", razão pela qual quer abandonar do cargo. Quanto ao encerramento das escolas, a professora defendeu que "as coisas devem ser feitas de forma programada e organizada", sustentando que todos "temos os nossos direitos, mas na legalidade", apontando uma decisão para uma reunião que se vai realizar hoje.

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Na manhã de ontem, pais e alunos concentraram-se à porta da EBI de Santa Maria "exigindo mais segurança", situação que se viria a repetir à hora de almoço, bem como ao final do dia de ontem. (Jornal de Notícias)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

MEMÓRIAS EDUCACIONAIS DE UM BENEVIDES (CAPITULO 2)

(Lá vamos nós de novo...)

   Continuada a aula de medieval (repito a ressaltar, em colégio público a origem epistemológica de "medieval" é "medo", gente não deixem passar isso em branco); a professora vem sempre com um caderninho escrito todo o planejamento da aula (desconfio que seja uma edição de bolso do "livro dos mortos"[Egito]), a Pró começa a aula explicando a decadência da Europa medieval (olha o medo de novo), até que o primeiro (in)feliz aluno começa a pirraça na sala (já estou ficando irritado... - Cala a boca níguim!!!), a professora comenta - fulano você quer me fazer o favor de ficar quieto, e a aula flui a pró usa o livro didático somente como base para estudo dos exercícios (que por sinal "um milagre", são feitos e tiradas as duvidas em sala de aula) e na hora de fazer seu apontamento (no quadro não com o dedo) a mesma usa seu caderno com escritos (hieróglifos) para passar o assunto (sério a aula dela é boa, a letra também) retomando o assunto............................................................(TRIMM!!!)
  (ENTER, ESPAÇO) Devolução de trabalho escrito (típico de alunos entregar meia banda de folha de folha de caderno...com os restos da folha onde segura o arame do caderno lá sem rancá.) - Fessora !!! eu tirei quanto?; após esta indagação ("pergunta", para leigos e burros) a professora responde - aguarde que já vou entregar. (começou a briga por nota na sala...êba !!!!!!). Entonçes; uns começam a pegar as avaliações (as de fôia de caderno) dos colegas e o panavueiro reina na sala (Eu, em minha inocência pensei logo, chama a policia militar pró!), logo o conflito foi abafado, três alunos foram postos para fora da sala (ultima aula foi um só) e novamente a coordenação (ovelhas negras) veio investigar (C.S.I. Las Vegas) a ocorrência, sem duvida que a professora explicou o fato e os santíssimos alunos foram canonizados na diretoria (vio miseraví, sóbre agora), tudo resolvido alguns alunos ficaram chateados por terem tirado 0,75 numa avaliação que tinha por peso (pesado) 3,0 pontos, já outros, aparentam serem os mais esforçados da sala galgaram 2,0 pontos (PARABÉNS, PARABÉNS, HOJE É SEU DIA, QUE DIA MAIS FELIZ PARAB...).
  Ao termino da aula os alunos mais espertos (corruptos, não votem neles para senadores!) tentaram ludibriar ("fazer um bobe" para baianos) a professora, entretanto não conseguiram (não fizeram o trabalho agora querem pegar o do coleguinha, só qué çê o peixe espada). acabou a aula.

(Mas não a conversa) Fiquei lembrando das aulas não filadas de P.A ("progressão aritmética", para alunos filões e doentes de amnésia), se na primeira aula foi posto um aluno para fora e na segunda três alunos é provável que na outra serão cinco...

Fico preocupado pois se a turma acabar não vou completar as trinta horas e passar de semestre!!!

fim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

MEMÓRIAS EDUCACIONAIS DE UM BENEVIDES (CAPITULO 1)

    Pessoal este foi o meu primeiro dia de estágio...expectativa, todo mundo no horário (menos eu; tive meus motivos) cheguei na porta da sala um aluno já sendo expulso (pensei logo...essa professora é das minhas) me apresentei, e ela (a PRÓ) veio falar comigo. Muito atenta, dando sua aula, até que (pã...pã...pã...pã) um aluno começou a perturbar, disse - Fessora eu num troçe meu livro naum (tenho absoluta certeza que ele fez de propósito). A professora controlando seu ímpeto pediu que o mesmo ao menos prestasse atenção no assunto (o que pra ele era quase impossível), daí toda vez que o assunto era retomado (História Medieval...acho que ganhou este nome por culpa do medo...) vinha essa criatura atrapalhar o processo... a coitada estava tentando escrever os tópicos da aula (de novo a mão do aluno coçou...). O aluno começou a brincar de bater nos coleguinhas, que sem pensar duas vezes devolverão os tapas.
   Agora com a paciência esgotada a professora (isso mesmo pró acaba com ele!) disse - Saia de minha sala agora. o aluno (com a cara mais sinica do mundo) saiu e foi mentir por aí...(momentos depois, com a maior carinha de anjo) chega o aluno com a coordenadora e outro professor (só faltou falar - Pró estou armado com uma coordenadora e não tenho medo de usá-la); antes que a coordenação pudesse garantir os direitos do pobre aluno (ohhhh tadinho!) a professora explicou (defendá-se pró) - Ele simplesmente não trouxe o livro e quer tomar conta da sala... Não vou permitir que ele fique aqui enquanto um responsável dele não vir conversar comigo, e digo mais ele só assiste aula quando a mãe dele vir aqui (eu pensei... se você for órfão dê adeus a colégio!). 
   (A beira de seu precipício) o aluno ficou sem palavras, o professor (que entrou de gaiato na conversa) diz - Rapaz você disse que saiu da sala porque não tinha caneta, e eu saí correndo para te emprestar a minha. (ele não foi gaiato... está vendo, você pensando mal do bom professor, ele em sua inocência foi ajudar o aluno!). Este aluno não contava com o 3x1 que se formou. quando a emoção da professora já estava para vir a tona (o pior aconteceu) tocou a sirene e a aula acabou....(que chato, estava tão emocionante!).
   (Calma foi só pra contrariar... a aula não acabou) após tudo resolvido (Ufa!) a aula seguiu, os tópicos continuaram a serem apresentados e os alunos todos em silencio (quem via achava que eram "cururus"...os olhos dos alunos, só o pânico de ser o próximo da lista!), a paz reinou na sala e (VITORIOSA!) a professora conseguiu ministrar o assunto (que, por sinal, gostei muito da aula dela), este, bem trabalhado, não só com o livro, a professora prepara seus apontamentos e tópicos em um caderno (sinal que prepara aula em casa) e vem com as explicações e solucionando duvidas dos alunos.

(pessoal a aula dela é boa só que tem uns 7 alunos que deveriam estar em casa...um vai atentando o outro e vira uma bola de neve, a aula começa calma, a professora tem controle de si própria e da sala, massssssssss....)